sábado, 20 de agosto de 2011

A lagartixa e o tempo.


Como lagartixa…
Caminho na ponta dos pés.
Chiu… não quero acordar,
Aquele que dorme…
Chiu… ainda não é tempo…
Num tapete de luz…
Percorre o tempo…
Mas é cega a salamandra…
O tempo passa…
O carrasco espera…
Desde a primeira centelha,
Espera pacientemente.
Mas o tempo,
está sempre há frente.
Ele não sabe… mas já perdeu.
Pois o tempo…
O tempo tem um segredo…
O tempo é um segredo.
E a lagartixa tonta,
Com a ligua de fora,
Dedo após dedo,
Caminha para não acordar o tempo.
Mas, ele finge dormir…
E está,
sempre um passo,
Sempre um dia,
Sempre um mês,
Sempre que olha.
A lagartixa trás ele,
Desvia o olhar…
Não me vejas tempo…
Pois eu não pertenço aqui.