Um, dois, três…
Lá vou eu outra vez.
Calando a erva molhada,
Meus pés descalços,
Perseguindo o que sinto…
Quatro, cinco…
Ninguém sabe o que sinto…
Todos pensam saber.
Mas a verdade…
apenas quero desaparecer.
Seis, sete…
Para acordar noutro lado…
Emergir de um estado…
Como borboleta da crisálida.
Oito… oito… oito…
Por vezes não penso escrevo.
Na verdade…
Nunca penso… apenas escrevo.
E depois, ao reler…
Fui eu que escrevi?
Claro que sim…
Claro que não.
Branco ou preto…
Nada, simplesmente…
Infinito.