Quantos gritos são dados
No silêncio da minha alma,
Ensurdecendo o meu ser,
Aniquilado o sorriso,
O brilho do meus olhos.
Procuro a Luz,
No brilho das gotículas de água,
Que suavemente
escorrem por folhas
e pétalas das flores silvestres,
Que se espreguiçam
Acordando na Primavera.
Hoje, perdido…
Consegui esboçar
Um sorriso de criança…
Verdadeiro, natural…
Simplesmente ao ver
flor Sigela,
Tão simples e verdadeira
como só uma flor pode Ser.
Foi o perfume
que me despertou,
Mas das centenas,
Que faziam o conjunto…
Apenas uma,
Branca como a neve,
Em forma de coroa,
Digna de uma rainha
do reino dos Sonhos.
Sim, sorri ao olhar para ela,
Tão perfeita,
Seria sacrilégio, tocar.
Assim apenas bebi da imagem,
Que meus olhos,
Meus olhos foram mais fortes,
E humedeceram-se
de Alegria,
Felicidade.
Despedi-me dela…
Sei que amanhã,
Não estará lá.
Mas hoje,
Iluminou o meu Dia.