quarta-feira, 16 de março de 2011

Por vezes...


Por vezes…
Apenas paro,
E o mundo pára comigo…
E tudo fica congelado
Como numa fotografia…
No meu caso,
Um caso perdido
Um esboço de vida…
Perdido num mundo que ainda,
Nem se deu conta que está morto.
Não sabe que morreu.
Por vezes apenas paro…
Paro e reparo,
Que a única razão porque paro,
É para lembrar que morri…
E por vezes…
Até penso que estou vivo…
Depois…
Abro os olhos e reparo…
Que o que está morto…
Apenas…
Meu corpo velho…
Velho, Desiludido, Cansado…